O impacto do Final de Final Fantasy VII

Informações Básicas
[[link]]Introdução[[link]]

Os finais são elementos cruciais para qualquer jogo com uma narrativa envolvente. Eles têm o poder de definir o legado de uma obra, seja deixando os jogadores reflexivos, emocionados ou até mesmo frustrados. BioShock Infinite, por exemplo, termina com uma reviravolta que redefine toda a história, desafiando a percepção do jogador sobre realidade e escolha.
Já em Mass Effect 3 gerou controvérsia por seu final, que deixou muitos fãs insatisfeitos com a conclusão de uma trilogia tão aclamada. E, claro, Red Dead Redemption 2, cujo final emocionante e melancólico fez muitos jogadores perdoarem até mesmo os momentos mais lentos de sua narrativa.

No entanto, poucos jogos conseguiram criar um final tão memorável e discutido quanto Final Fantasy VII. Lançado originalmente em 1997, o jogo da Squaresoft (hoje Square Enix) não só contou uma história que conversa com temáticas distintas (mas todas coerentes com o universo do jogo), mas também encerrou sua jornada de uma maneira que deixou os jogadores questionando seu significado por décadas.
Com o lançamento da trilogia de remakes, o final do jogo original ganhou ainda mais relevância. Mas o que exatamente torna o final de Final Fantasy VII tão fascinante? E como as mídias posteriores influenciaram sua interpretação?

[[link]]A Jornada até o final: O que está em jogo?[[link]]
Para entender o final de Final Fantasy VII, é essencial revisitar sua narrativa complexa e rica em simbolismo. No centro da história está o conceito do Lifestream (Fluxo de Vida), uma essência gasosa que permeia o planeta Gaia (Gaia é o nome dado para o nosso planeta Terra em FFVII).
O Lifestream não só cura o planeta quando este é ferido, mas também serve como uma espécie de "pós-vida", onde as consciências dos seres vivos retornam após a morte, reciclando a vida.

Uma civilização antiga conhecida como Cetra ou Anciões tinha uma conexão profunda com o Lifestream. Eles podiam interagir com essa energia e usá-la para cultivar vida em Gaia. No entanto, uma entidade extraterrestre chamada Jenova chegou ao planeta e dizimou a maioria dos Cetra, sendo então selada.
Milênios depois, a Shinra Electric Power Company descobriu os restos de Jenova e, acreditando que ela era uma Cetra, começou a criar híbridos Cetra/Humanos na esperança de encontrar a "terra prometida". Foi assim que surgiu Sephiroth, o antagonista mais icônico da franquia.

A Shinra também refinou o Lifestream em energia Mako, usada para alimentar cidades como Midgar. No entanto, essa exploração excessiva causou danos irreparáveis ao planeta.
Enquanto isso, Sephiroth, descobrindo suas origens como um experimento da Shinra, inicia uma jornada para se tornar um deus, absorvendo o Lifestream e usando a magia Meteor para causar uma catástrofe global.

[[link]]A derrota de Sephiroth e o clímax da história[[link]]

Sephiroth é derrotado após uma batalha épica contra Cloud e seus aliados. No entanto, sua queda não impede que o Meteor continue em direção ao planeta. É aqui que entra Aerith, a última Cetra viva, que consegue invocar a magia Holy para neutralizar o Meteor.
Apesar de sua morte precoce na história, Aerith desempenha um papel crucial no final, já que sua conexão com o Lifestream permite que ela influencie o destino de Gaia.

O confronto entre Holy e Meteor cria um momento de tensão máxima. O Lifestream emerge do núcleo do planeta para proteger Gaia, resultando em uma explosão de luz que envolve Midgar.
O jogo termina com uma cena pós-créditos, ambientada 500 anos no futuro, mostrando Red XIII e seus descendentes em um mundo onde a natureza retomou seu lugar, com Midgar em ruínas coberta por vegetação.
[[link]]O significado do final: Esperança e renascimento[[link]]

O final de Final Fantasy VII é aberto e simbólico. A imagem de Midgar sendo engolida pela natureza reforça o tema ambiental do jogo, sugerindo que, apesar dos erros da humanidade, o planeta é resiliente e capaz de se regenerar.
No entanto, a ambiguidade do final deixou muitas perguntas sem resposta: a humanidade sobreviveu? O que aconteceu com Cloud e seus amigos?

Essas questões foram parcialmente respondidas em mídias posteriores, como o filme Advent Children e o jogo Dirge of Cerberus. Essas obras confirmam que a humanidade sobreviveu e que Cloud e seus aliados continuam vivos.

No entanto, o final original do jogo permanece como uma mensagem de esperança e renovação. Ele sugere que, mesmo após grandes catástrofes, há sempre a possibilidade de um novo começo.

[[link]]O legado do final de Final Fantasy VII[[link]]
O final de Final Fantasy VII é um exemplo magistral de como um encerramento pode elevar uma narrativa. Com a trilogia de remakes em andamento, o final do jogo original ganhou novas camadas de significado, reafirmando sua relevância mesmo após mais de duas décadas.

Para os fãs de Final Fantasy VII, o final não é apenas um desfecho, mas um convite para pensar sobre nosso próprio mundo e as escolhas que fazemos.
Em um momento em que questões ambientais e éticas estão mais urgentes do que nunca, a mensagem de Final Fantasy VII ressoa de maneira poderosa: a esperança de um futuro melhor sempre existe, desde que estejamos dispostos a lutar por ele.
[[link]]Conclusão[[link]]

O Final de Final Fantasy VII, repleto de simbolismo e emoção, continua a inspirar discussões e análises, provando que uma boa história nunca envelhece.
Se você ainda não jogou o original, agora é a hora perfeita para mergulhar nessa jornada e descobrir por que Final Fantasy VII é considerado um dos maiores clássicos dos videogames. E, claro, prepare-se para um final que ficará gravado em sua memória para sempre.
Leia mais sobre Final Fantasy em Crisis Core - Final Fantasy VII Reunion - O Remake que Honrou o Clássico, O Elenco de Final Fantasy VII - Relembre os Heróis Icônicos e Guia de Capítulos de Final Fantasy VII Remake.
Nota do Crítico
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